terça-feira, 23 de junho de 2009

And i wonder.


O amor está sempre depois do sexo. Todo o antes é duvidoso. Os suores e a respiração ofegante que antecipa o acto são por vezes confundidos com o acto de amar. É um "amo-te... mas quero-te nú", "amo-te... mas quero percorrer todo o teu corpo com as mãos". É um amo-te permissivo. Enquanto o pronunciamos é tesão o que saí pela boca, não amor. Os beijos deixam de ser carinhos e passam a ser desejos. E é-nos dada a possibilidade de possuir qualquer parte do corpo alheio com uma única palavra. É feito sexo com a desculpa do amor. No fim, depois dos corpos exaustos, se houver espaço para um último toque, para um último beijo, se houver vontade para um olhar é o amor a falar: "Amo-te".



Maravilha tirada daqui...

5 comentários:

Lady in red disse...

Quem escreve assim sente Amor...
Bom gosto nas selecções feitas para colocar aqui... :)

Ana Serrano disse...

Uma grande verdade dita de uma forma muito bonita!
tens olho:)
Beijo

Fuxa disse...

Incrível :D

Anónimo disse...

ja sinto a falta de novos post :P

adoro o blog!

Leonor disse...

Andava a ver uns blogs, chego aqui e encontro um texto meu. Ainda não me habituei a esta sensação.