quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Turbilhão de palavras.

"Ela destrói-se, ele defende-se. Cada um deles faz por desejar ou fingir desejar a salvação própria, mas, acima de tudo, teme a salvação do outro. O silêncio é o que lhes resta, o que os une, uma finíssima película de tempo suspenso, para além da qual não há mais do que a escuridão dos abismos. E, por isso, nenhum deles ousa qualquer palavra, qualquer gesto, qualquer coisa que possa romper esse ténue fio que os prende a eternidade.

É uma historia triste e sem fim a vista.

Conto-a porque me parece que ela encerra uma lição útil: nunca devemos amar em silêncio. Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades. Não há felicidade que não seja tantas vezes fútil, tantas vezes inútil."

(M.S.T.)

1 comentário:

Mary disse...

mudou a casa, eu gostei* :)

sorrisos de cá para aí