sexta-feira, 8 de junho de 2007

Situações a não repetir:

Uma linda manhã de trabalho, continuava eu nos meus afazeres, e farto de esperar que me atendessem e / ou me fosse dada alguma atenção, e eis quando me sai esta linda pérola da boca:

- Devo ser preto, eu, não??!!!

Claro, que eu era o único branquelas ali do sítio e me encolhi de vergonha com os olhares que me foram lançados… Meti a viola no saco, assobiei para o lado e esperei o tempo que foi preciso sem fazer mais brilhantes declarações…

Toma lá, que é para aprenderes.

A felicidade em momentos...


A felicidade em momentos...


Ser feliz por momentos e algo de que nao se deve ter vergonha. Momentos que o fim torna ridiculos. A felicidade, como o amor, é um sentimento ridiculo. Mas a felicidade, como o amor, so e ridicula quando vista de fora. A felicidade, como o amor, so e ridicula antes ou depois de si propria. A felicidade sao momentos que, no seu presente fugaz, sao mais fortes do que todas as sombras, todos os lugares frios, todos os arrependimentos. Ser feliz em palavras que, durante essa respiracao breve, mudam de sentido. E nem a forma do mundo e igual: o sangue tem a forma de luz, as pedras tem a forma de nuvens, os olhos tem a forma de rios, as maos tem a forma de arvores, os labios tem a forma de ceu, ou de oceano visto da praia, ou de estrela a brilhar com toda a sua força infantil e a iluminar a noite como um coracao pequeno de ave ou de criança. Momentos que o fim torna ridiculos. Momentos que fazem viver, esperando por um dia, depois de todas as desilusoes, depois de todos os arrependimentos e fracassos, que se possam viver de novo, para de novo chegar ao fim e de novo a esperança e de novo o fim. Não se deve ter vergonha de se ser feliz por momentos. Nao se deve ter vergonha da memoria de se ter sido feliz por momentos.


José Luís Peixoto, in Uma Casa Na Escuridão

quinta-feira, 7 de junho de 2007

As palhotas



A Cidade


Bridges


Boleias




Andas a xova




Vassouras


Mercados

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Ninguém para o Benfica, Olé ouuuuuuuuu....


Agora sim, percebo a cantiga dos benfiquistas...
E ninguém para o Benfica, Ninguém para o Benfica....

Junkyard...
















terça-feira, 5 de junho de 2007

Os sitios...
















Os dias de Missirá - Manuel Lamas

“Quantas vezes te aconteceu que, em relação aos outros, tenhas estado frequentemente - ou, melhor dizendo, quase sempre - no lugar errado ou no momento errado?
Deixa ver se consigo desenvolver a ideia com suficiente nitidez.
Raras vezes aquilo que nos atrai nos outros - ou no outro, se preferires - chega mais fundo do que aquela superfície confortante das coisas de que se fala quotidianamente. Depois vais-te dando conta de que essas coisas se complicam. Factos, intuições, percepções e suspeitas que interagem, relacionam, destroem e reedificam. O outro espessa-se, alarga-se, ganha outras, e quase sempre insuspeitadas dimensões, bem longe da dicromia inicial.
Não me atreveria a afirmar que é um processo gradual. Descontínuo sim, como quase tudo, aliás.
Se no começo tentaste seduzir - e repara que falo no sentido mais lato - capturar o outro na órbita daquilo que julgaste ser o seu principio de gravitação pessoal, com um perfil, uma palavra deixada cair ou algo de semellhante, mais tarde ou mais cedo és obrigado a constatar que um e outro têm massas distintas, velocidades diferentes. Um peso passado que em puro cálculo de probabilidades vos atira - quando muito - para trajectórias que apenas cíclica ou episodicamente se tornam secantes. Percebes o que quero dizer?
O resultado final é uma mistura de arritmia, assincronismo, topologia irónica e insuspeitada. A partir de um certo grau de convivência os desencontros são mais numerosos e mais pesados do que os encontros. Ou, pondo as coisas de outra maneira, tens uma consciência mais aguda dos momentos de divergência do que dos momentos de convergência. E a própria tomada de consciência dessa realidade, mesmo quando se converte em tentativas de ajustamento, de correcção, acaba por só agravar as coisas. Porque, habituado à tua massa específica, à tua velocidade, à inércia adquirida num tempo pretérito, dificilmente admitirás que os conceitos de certo e de errado, de bem e de mal, pouco ou nada têm a ver com as assincronias entre ti e o outro.”
Recomendo...

Será isso, será assim?

“É tão estranho conhecer uma pessoa. Tão difícil que parece impossível. Não existir e passar a existir: uma pessoa inteira, um mundo inteiro. Onde caberá um mundo inteiro neste mundo pequenino? Como é que se consegue? Como é que se faz?”
“Mas gostava que soubesses que já gosto muito de ti, embora ainda não tenha tido tempo de saber o que é isso de gostar muito de ti. Não faz mal, logo se vê. Não, o que me assusta mesmo muito, quase terror por vezes, é depois não poder voltar atrás, tão simplesmente como quem põe uma fita de cinema a rebobinar. Quero dizer, depois de começar a gostar de ti como gosto, já não consigo desfazer isso que se fez, sei lá o quê, o que tu quiseres, isso tudo, o que nos traz juntos até aqui, se tu quiseres.”
“É tão bom sentir o que sinto. Que alguém, e és tu, me quer com o maior cuidado para não se enganar, iludir, mentir a si próprio que não me está a confundir, sem querer, com o que desejava ver, sempre esperou alcançar, sonhou quando era criança num sonho que ficou, quer mostrar aos outros, ao pai em especial, a quem quer que seja, pouco importa. Não, do que tu gostas mais em mim é dos meus pecados, dos meus defeitos físicos, de tudo o que não consigo ser, onde falhei, onde não pára nunca de doer, é isso o que tu queres ver, o que queres ter perto de ti, queres aceitar e cuidar, só isso, e o resto, só se vier com isso, porque é isso que tu amas em mim. Será isso? Será assim? Será possível pela primeira vez? Pode ser, talvez seja disso feito o nosso amor. Pelo menos grande parte, meu querido.”
Muito, Meu Amor - Pedro Paixão.

Passa?!

Passa uma rapariga...
Passa de vez em quando uma rapariga numa vida, uma rapariga alta e morena, com cabelo até à cintura, que olha para trás e para nós como se nos pedisse para dizer "eu vou matar-me". E essa rapariga só precisade um segundo, de um pequeno segredo, que nos esconde na alma, sem se importar com isso. E fica-nos para o resto da vida, presente em todosos instantes da vida, atravessada nas nossas poucas alegrias.Arruina-nos os amores, passando pelos quartos onde estamos deitados com raparigas muito piores e olhando por cima dos ombros como se tivesse pena de nós.Às vezes passa uma rapariga na vida que nunca mais deixa de passar, que nos interrompe e condena e encanta, sem saber o mal e o bem quenos faz e que nos fica na alma como aquelas pessoas que passam no momento em que se tira uma fotografia e passam a ser a pessoa que se fotografou (...).
Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 1 de junho de 2007

As gentes...











Os sorrisos...

O último sorriso da noite, guardo-o para mim.
Parece-me justo guarda-lo e isso basta-me.
Todas as noites.
Depois quando te encontrar, juro que os entrego todos.
Sem falhas.
Durante o dia não guardo nenhum, dou todos os que posso.
O primeiro bem cedo, vai para um fiel companheiro.
Todos os dias me dá os bons dias, á maneira dele.
Corre para a porta e lança-me um fixe e um sorriso.
Não tem mais de 6 anos.
E eu sou a sua rotina.
O correr, o sorrir, o fixe.
Eu faço igual, menos o correr.
O sorriso esse é o primeiro do dia.
E talvez o mais bem empregue.
O mais justo e verdadeiro.
É a melhor maneira de começar o dia.
Obrigado.
Que tenhas sempre, esse sorriso.
Sempre, sempre.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

As coisas que eu sei...


Africa é livre e selvagem, como tudo deveria ser.
Africa tem cheiros... cheiro a cru, cheiro a terra, cheiro a corpos.
Africa é música… de tambores, de vozes, no vento e no ar.

Africa tem pessoas, orgulhosas e marcadas…
Africa tem crianças, que só querem viver.
Africa tem pobreza a mais. Assim como ganância.
Africa tem orgulho e quase nenhum preconceito.
Africa é não saber sobre vida burocraticamente organizada e estupidamente economicista.
Africa é hoje, amanhã logo se vê. Sempre.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Day by day...

Camarões

Crianças


Crianças & Brinquedos

Meios de Transporte




terça-feira, 29 de maio de 2007

Jeito???


Por estas bandas, perguntam a uma pessoa se tem JEITO???

Jeito??? He he he...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Porque hoje acordei assim...


"Darás y recibirás besos. A quien te apetezca y de quien le apetezca. Piquitos, de tornillo, con y sin lengua, besos típicos y atípicos, espontáneos.Cada uno con su estilo y su porque.Y si no te apetece besar a nadie tráete un espejo y practica el beso narcisista."

Super size me...


Aquilo que eu mais temia está a acontecer, estou a tornar-me num "Boer", troquei o meu pequeno almoço delicioso, a minha querida santes de fiambre, com pouca manteiga, o meu lindo Sumol de laranja, ou quiça o leitinho Ucal, por um hamburguer gigante e uma Coca-cola. Lindo serviço. É desta que fico Super Size me...

Mas por agora...



Mas por agora, vou me contentando a banhos por aqui... E com uns camarões e uns gins.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

As saudades que eu tenho:


As saudades que eu tenho deste rio pela manhã.

Da calma matinal.

Dos caracóis e das "mines" ao final da tarde.

Aproveite quem puder...

terça-feira, 22 de maio de 2007

Tá giro, sim senhor...

"Illusions commend themselves to us because they save us pain and allow us to enjoy pleasure instead. We must therefore accept it without complaint when they sometimes collide with a bit of reality against which they are dashed to pieces."
Sigmund Freud

Caras e corações...











Dias piores...











Dias...











segunda-feira, 21 de maio de 2007

Eu bem sei.

Eu bem sei que és suspeita mãezinha, mas se dizes que esta música é a minha cara, eu acredito: (e adoro por sinal! )

(...) E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria
Ver-te assim abandonado
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa (...)

Quando bate a saudade...



De vez em quando bate aquela saudade de casa, que quase me leva ao desespero.
Penso nas situações que poderia estar a viver senão estivesse deslocado. Vou procurando conforto no que de diferente há por aqui e confesso que até vou encontrando algum. Mas quando a saudade chega ao ponto de saturação, sabem o que faço? Sabem? Sabem? Pois bem, eu digo.

Vejo a RTP Internacional, ou RTP Africa, ou que raio é aquilo e desde logo todas as saudades desaparecem, bolas, como é possível um serviço publico ser tão mau…


Ele é artistas deprimentes, apresentadores deprimentes, tudo é mau, muito mau. E as saudades desse meu Portugal, vão fugindo de mim e de tamanha pasmaceira. Mais valia a Linda de Suza e a sua malinha de cartão.

RTP Internacional Obrigado por me tirares as saudades, embora não seja da maneira que era suposto ser…

A todos vocês da RTP, o meu bem haja.

Muito Obrigado. Assim consigo ser um bocadinho, embora pouco, mais feliz e com menos saudades. Continuem o mau trabalho.

Tiago

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Porque hoje acordei assim...


I´m not easy...but we can discuss it.