terça-feira, 15 de maio de 2007

Toca a aprender o hino...

Mozambique - Hino Nacional

Na memória da África e do Mundo
Pátria bela dos que ousaram lutar
Moçambique o teu nome é liberdade
O sol de Junho para sempre brilhará brilhará
Moçambique nossa terra gloriosa
pedra a pedra construindo o novo dia
milhões de braços, uma só força
ó pátria amada vamos vencer
Povo unido do rovuma ao Maputo
colhe os frutos do combate pela Paz
cresce o sonho ondolado na bandeira
e vai lavrando na certeza do amanhã
Moçambique nossa terra gloriosa
pedra a pedra construindo o novo dia
milhões de braços, uma só força
ó pátria amada vamos vencer
Flores brotando do chão do teu suor
pelos montes, pelos rios, pelo mar
nós juramos por ti, ó Moçambique:
nenhum tirano nos irá escravizar
Moçambique nossa terra gloriosa
pedra a pedra construindo o novo dia
milhões de braços, uma só força
ó pátria amada vamos vencer.

!!!











segunda-feira, 14 de maio de 2007

Para o susto chegou...


Imaginem pois então. Magnífico por do sol. Domingo.
Convivio salutar. Bom almoço. Visita a pedreira.
Contratempo. Dos pequenos.
Problema resolvido. Regresso.
Paragem para o lanche. Cervejas. Presunto.
Conversa. Boa conversa.
Carrinha. Estrada. Ir para casa.
Quilómetros adiante.
Barulho. Esquisito. Pausa. Mais Barulho.
Agora contratempo dos grandes.
Roda ao lado da Carrinha.
Faísca na estrada. Bonito á noite.
Muita faísca. Nada de roda.
Roda fugidia. Pirou-se da carrinha.
Roda no capim. Escuro. Muito.
Chassi no chão. Roda no capim.
Alto o capim. Capim = cobras.
Cobras Más.
Mas é preciso a roda. E há medo.
Do capim e das cobras.
E da falta que a roda faz.
Invenções mil, na penumbra.
No ermo. Longe de tudo.
Escuro. Carrinha ao alto.
Roda suplente. Substituição.
Macaco, não trabalha.
Calhaus. Paus. Escuro. Muito.
Já está. Siga a viagem.
Luz. Encontrar a roda saltitona.
Capim. Marcas. Qual pisteiro de caça.
Encontrar a roda. Fugir das cobras.
Missão cumprida.
Regresso a casa.
Para o susto chegou...

Porque sim...


Ana Moura


«Para Além da Saudade»


Porque sim. Porque é bonita. Canta como ninguém. Todo o fado devia ser assim.

Lindo. Sentido. Nosso.


"Para além da voz e da interpretação perfeitas, tem a qualidade raríssima e primitiva que tem Argentina Santos: a verdade natural, sem esforço ou premeditação. Não é do Povo - é o Povo. Não é de Lisboa - é Lisboa. Não é Fadista - é o Fado".

M.E.C.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Pois bem...



Pois bem, ao fim de um tempo por estas bandas, lá me calhou a lembrar, do que raio estaria aqui a fazer, e a minha resposta mental, não seria nada mais do que brilhante, vá, talvez modesta também...

Ando por aqui nesta labuta de emigrante e para quê, a passar pelo que passo, apenas e com um objectivo bem concreto, quero voltar a Portugal em Agosto, para as festinhas de aldeia de Verão, a já não saber falar português, tentar falar com toda a gente em dialecto, comer apenas comidinha africana e todos aqueles hábitos, que nós emigrantes costumamos ter. Nada mais. Não abdico de ser emigrante. E na impossibilidade de ir num carro todo artilhado e tunning para a europa, lá me lembrei que melhor homenagem, poderia eu fazer ao espirito emigrante?

E lá me veio esta brilhante ideia. Onde iria eu gastar o meu dinheiro? Ganho na labuta e no suor do dia a dia?

Numa casa meus amigos, numa casa, na aldeia que me viu partir, e que ainda hoje chora de saudade. Ao melhor estilo emigra.

Já a estou a imaginar, fontanário com um anjinho a fazer chichi, leões nos pilares da entrada, muitos e muitos candeeiros, relvinha cá fora, uma tanque a condizer, tudo, mas tudo a que tenho direito. Paredes forradas a azulejo, do mais piroso e mais berrante que houver, porque eu quero que toda a gente olhe e diga:


- Esta casa é do emigrante, aquele que teve de ir ganhar dinheiro para Africa, que isto aqui não dava, e coitado, diz-se que passou muito, para ter esta linda casa.


Muitas e muitas varandas, para eu poder pavonear-me a vontade, enquanto o mês de Agosto não passa.

A decoração essa, no interior, á muito que está idealizada, dois caezinhos de loiça ao lado do sofá, dálmatas, um quadro maravilhoso do menino que chora, outro também da linda cena intemporal, que é Dama e o Vagabundo a comer o esparguete. Um Clássico.


Tantos, tantos, tantos...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Ontem ia eu calmamente para casa, no meu carrinho, prestes a perder mais um monte de peças em plena Auto Estrada Nº1 de Moçambique, quando oiço na rádio uma musiquinha que me fez ficar com pele de galinha!
O caso não era para menos, foi a unica musica conhecida que ouvi desde que cheguei...

Passo a partilhar:

Bob Marley

Redeption Song

Old pirates, yes, they rob I;
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottomless pit.
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty.
We forward in this generation
Triumphantly.
All i ever had is songs of freedom
Won't you help to sing
These songs of freedom
'Cause all I ever have:
Redemption songs
Redemption songs

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,'
Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look
Some say it's just a part of it:
We've got to fulfill de book.
Won't you help to singThese songs of freedom'
Cause all I ever have:
Redemption songs
Redemption songs
Redemption songs
Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our mind.
Wo! Have no fear for atomic energy,'
Cause none of them-a can-a stop-a-the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it:
We've got to fulfil the book.
Won't you help to sing
These songs of freedom? -
'Cause all I ever had:
Redemption songs
-All I ever had:
Redemption songs:
These songs of freedom,
Songs of freedom.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Decididamente...

Sou obrigado a concordar com o meu avô...

As 3 coisas que (sempre) enganam um homem:

1º - Chuva Miudinha.
2º - Copos Pequenos.
3º - Mulheres Bonitas.

Visões...



Peixaria...



Boleias...




Carvoaria

Sem Palavras...


Elogio ao Amor. M.E.C.

Porque o que é bom se deve ler muitas vezes, cá vai disto:
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.
Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.
Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha.
O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza.
Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer.
Mas tenho de dizê-lo.O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito.Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama.Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado.Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro,
do amor cego,
do amor estúpido,
do amor doente,
do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões,
farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja.Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor.É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.Tanto faz.É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor.A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
O amor puro é uma condição.Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe...
Não é para perceber.O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma.É a nossa alma a desatar.
A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade.É por isso que a ilusão é necessária.A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos.E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira.E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso

O ( Meu ) fim de semana.







Piquenique. Praia. Sol. Calor.



Mais praia. Ninguém na praia.



Água quentinha. Só para mim.



Cervejas geladas. Pena, não serem só para mim.



Comidinha da boa. Mato com fartura.



Mais praia. Mais Sol. Menos calor.



Mais, mais cervejas...



Dor de cabeça a noite. Esta só mesmo para mim...






A cabana.


Já encontrei a cabana, falta portanto o resto...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Maputo











quinta-feira, 3 de maio de 2007

WorkStation.
















quarta-feira, 2 de maio de 2007

Eu pecador me confesso:

Confesso que gosto de surpresas. E de surprender.
Gosto de longos e bons abraços.
De beijos roubados. Longos. Curtos. De todos.
Olhares daqueles. E dos outros também.
De brindes sem querer. E na maior parte, a querer .
Confesso que gosto de sonhos. E de sonhar.
Gosto de saudades e de Saudadinhas.
De sorrisos. De todos. Curtos. Longos.
De presentes. De dar e receber.
Gosto de Momentos.

Confesso que gosto de um embirrar saudável.
Gosto da luta. E adoro as pazes.
De ver pessoas felizes. E contribuir.
Noites sem fim. E dias a acompanhar.
Cumplicidade. Sempre.
Gosto de palavras. E também do silêncio.

Gosto tanto, tanto, tanto...

É isto que vejo todos os dias...

Hoje não estou para muitas palavras, e muito sinceramente e aproveitando o "cliché", imagens que dizem (quase) tudo...

Uma sapataria...



Sorrisos...

Caminhos...

O Salvador...




Os dias começam cedo, o ritual é sempre o mesmo, o banho, o lavar dos dentes, o preparar o café, só falta o Salvador, o miudo que me regava a relva, não tem vindo.


Segundo informações precisas daquele que segundo o próprio, é o seu chefe, o Salvador era preguiçoso, não regava bem a relva e ainda tinha o desplante de não aparar bem o jardim.


Pois bem, Salvador, isto de ser preguiçoso com 9 anos é mau, ouviste?


Embora eu te veja como um exemplo puro daquelas histórias que vemos na Televisão, orfão de mãe, pai emigrado na África do Sul, e tu com 9 aninhos a acordar as 6h da manhã para ires regar jardins e despachar-te a tempo de ir para a escola ás 12h.


Eu não acho que isto seja preguiça, acho coragem e só eu sei, o quanto me custava ver-te ali todos os dias no teu ar envergonhado e nesse teu jeito de menino meio perdido na vida, a tentar ganhar alguma coisa de bom.


Só eu sei, o que significava o teu sorriso quando te dava algo para comer, ou quando me olhavas com um olhar matreiro, quando te pedia para ires a escola, que era muito importante.


Salvador, podes não ir regar a minha relva, nem aparar o jardim, mas passa lá por casa para te ir vendo e para poder continuar a saber que te vais fazer um homem e lutar pela tua felicidade. Seja ela qual for.


Ah, e podes mesmo levar a catana, que já não tenho medo que me cortes o pirilau... ( http://primanocte.blogspot.com/2007/03/puto.html )

sábado, 28 de abril de 2007

Sitios e Pessoas.











Um dia aprendes...

Nao tenho tido muito tempo para escrever coisas por aqui...o trabalho aperta, a minha casa voou, nao ha energia e muitas vezes nem agua, e agora so me faltava esta... o teclado chines nao escreve acentos...
AQUI FICA ALGO COM ME IDENTIFICO:
Depois de algum tempo aprendes a diferenca, a subtil diferenca, entre dar a mao e acorrentar uma alma. E aprendes que amar nao significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa seguranca. E comecas a aprender que beijos nao sao contratos e presentes nao sao promessas. E comecas a aceitar as tuas derrotas com a cabeca erguida e os olhos adiante, com a graca de uma crianca e nao com a tristeza de um adulto. E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanha e incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair ao meio em vao. Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprendes que nao importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente nao se importam...E aceitas que nao importa quao boa e uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoa-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir confianca e apenas segundos para destrui-la e que tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependeras para o resto da tua vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo em longas distancias. E que o que importa nao e o que tens na vida, mas o que es na vida. E que bons amigos sao a familia que nos permitiram escolher. Aprendes que nao temos de mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam. Percebes que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida sao tomadas de ti muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vemos. Aprendes que as circunstancias e os ambientes tem influencia sobre nos, mas nos somos responsaveis por nos proprios. Comecas a aprender que nao te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que demoras muito tempo a tornares-te na pessoa que queres e que o tempo e curto. Aprendes que nao importa onde ja chegaste, mas onde vais. Aprendes que so tu controlas os teus actos, ou eles te controlarao, e que ser flexivel nao significa ser fraco ou nao ter personalidade, pois nao importa quao delicada e fragil seja uma situacao, sempre existem dois lados. Aprendes que herois sao aqueles que fizeram o que era necessario fazer, enfrentando as consequencias. Aprendes que paciencia requer muita pratica. Descobres que algumas vezes a pessoa que espera que te calque, quando cais e uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiencia que tiveste e com o que aprendeste com elas, do que com quantos aniversarios celebraste. Aprendes que ha mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma crianca que sonhos sao tolices, poucas coisas sao tao humilhantes e seria uma tragedia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estas com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso nao te da o direito de seres cruel. Descobres que so porque alguem nao te ama da maneira que queres que te ame, nao significa que esse alguem nao te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas nao sabem como o demonstrar. Aprendes que nem sempre e suficiente ser perdoado por alguem, algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que, com a mesma severidade com que julgas, seras em algum momento condenado. Aprendes que nao importa em quantos pedacos o teu coracao foi partido, o mundo nao para para que o concertes. Aprendes que o tempo nao e algo que possa voltar para tras. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao inves de esperar que alguem te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar... que realmente es forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que nao podes mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas duvidas sao traidoras e fazem-nos perder o bem que poderiamos conquistar, se nao fosse o medo de tentar.

William shakespeare

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Era assim que gostava de escrever...

Almas Gémeas

«(...)As almas gémeas quase nunca se encontram, mas, quando se encontram, abraçam-se. Naqueles momentos em que alguém diz uma coisa, que nunca ouvimos, mas reconhecemos não sei de onde. E em que mergulhamos sem querer, como se estivéssemos a visitar uma verdade que desconfiávamos existir, de onde desconfiamos ter vindo, mas aonde não tínhamos conseguido voltar. O coração sente-se. A alma pressente-se. O coração anda aos saltos dentro do peito, a soluçar como um doido, tão óbvio que chega a chatear. Mas a alma é uma rocha branca onde estão riscados os sinais indeléveis da nossa existência. (...) Gémea não é igual. É parecida. Não é um espelho. É uma janela. Não é um reflexo. É uma refracção. (...) O desejo de encontrar uma alma gémea não é o desejo de reafirmarmos a unicidade da nossa existência através de outro que é igual a nós. É precisamente o contrário. É pdoer descansar dessa demanda. No fundo, todos nós duvidamos que tenhamos uma alma. Senão não falávamos tanto dela. Uma alma gémea é a prova que não estamos sozinhos. (...) O estado normal de duas almas gémeas é o silêncio. Não é o "não ser preciso falar" - é outra foma de falar, que consiste numa alma descansar na outra. Não é a paz dos amantes nem a cumplicidade muda dos amigos. Não precisa de amor nem de amizade para se entender. As almas acharam-se. Não têm passado. Não se esforçaram. Estão. É essa a maior paz do mundo. Como é que um ninho pode ser ninho doutro ninho? Duas almas gémeas podem ser. Como é que se reconhece a alma gémea? No abraço. (...) Quando duas almas gémeas se abraçam, sente-se o alívio imenso de não ter de viver. Não há necessidade, nem desejo, nem pensamento. A sensação é de sermos uma alma no ar que reencontrou a sua casa, que voltou finalmente ao seu lugar, como se o outro corpo fosse o nosso que perdêramos desde a nascença. (...) As almas gémeas revelam-se uma à outra. Não são iguais. Mas revelam-se de forma igual. Como se tivesse surgido, de repente, uma língua que só os dois conseguissem falar. (...) Toda a angústia do eu se dissipa. É-se inteira e naturalmente aceite. Sem perguntas. Sem condições. Sem promessas. E mergulha-se no outro como se já não fosse preciso existirmos.»
Miguel Esteves Cardoso

terça-feira, 24 de abril de 2007

Regressos...

Africa recebeu-me da melhor maneira.
Vestiu-se de gala, e mandou logo uma tempestade para me saudar.
Muito vento, muita chuva, muita coisinha a voar.
Resultado. Não há energia, nem água e só a espaços consigo fazer alguma coisa...

Enfim... estou de volta.

sábado, 21 de abril de 2007

Trainspotting...

Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed- interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing sprit- crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing you last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life... But why would I want to do a thing like that?

...

So why did I do it? I could offer a million answers, all false. The truth is that I'm a bad person, but that's going to change, I'm going to change. This is the last of this sort of thing. I'm cleaning up and I'm moving on, going straight and choosing life. I'm looking forward to it already. I'm going to be just like you: the job, the family, the fucking big television, the washing machine, the car, the compact disc and electrical tin opener, good health, low cholesterol, dental insurance, mortgage, starter home, leisurewear, luggage, three-piece suite, DIY, game shows, junk food, children, walks in the park, nine to five, good at golf, washing the car, choice of sweaters, family Christmas, indexed pension, tax exemption, clearing the gutters, getting by, looking ahead, to the day you die.

De ti me voy tranquilo...


Está na hora de voltar e por isso me voy tranquilo:

Até já.

De ti me voy tranquilo, sereno y en silencio,
con el corazón tiritando en mi pecho,
pues no fue tan efímera la historia de nuestro amor,
que nació con el alba y murió en la negra noche.
Pues tal al como dijo el arcano tiempo “todo termina”,
y a esta historia le a llegado su final tan deseado,
que en su tempestuosa vida a calmado el mar de insolación que yacía sobre su rostro.
De ti me voy, hacia donde el viento canta,
y donde el horizonte se funde con el inmenso abismo de tus negros ojos, me voy,
hasta donde me pueda borrar tu miraday volver a la nada.
Me voy tranquilo, cansado de sangrar,
ando a paso lento y frágil,
con el corazón aun tiritando en mi pechodigo,
te quiero, o tal ves, solo te quise…

* - Autor desconhecido.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

A verdade é que estou triste, mas:

A tristeza é a felicidade depois de usada.